30 de ago. de 2005

Frase do Dia

Frase do Dia pinçada do blog do Noblat:
"Lula refugiou-se no conservadorismo porque não tem programa algum. Para ele, política é como uma negociação sindical, que tem dois lados. Ou um dos dois perde ou se faz uma conciliação. É uma concepção pobre."

Francisco de Oliveira, sociólogo

27 de ago. de 2005

Ex-Assessor e Amigo do Presidente Lula

"A direita brasileira não conseguiu em décadas o que um pequeno núcleo de dirigentes petistas conseguiu em poucos anos: desmoralizar a esquerda."
Frei Betto

26 de ago. de 2005

A CPI dos Bingos

Como já podemos ver, existe um forte cheiro de pizza vindo do Congresso. A CPMI dos Correios patina na briga dos petistas shiitas como Abicalil, Ideli e Jorge Bittar contra a oposição, que diga-se de passagem está com membros de nível um pouco melhor. Estes shiitas (tem um outro deputado petista que esqueci o nome) são terríveis. Querem defender o indefensável.
Mas a CPI, por ser de senadores, é um pouco melhor. Aquela baixaria é substituída por um diálogo (tipo pela ordem sua excelência) um pouco melhor. Claro que não vamos falar em concordância verbal. A exclusão dos "s" nos plurais é triste. Mas mesmo assim, neste quinta feira ouvi um "poderia ser uma oitiva ispicial".
Bom, o que achava, através do Bob Jefferson, que o PROJETO DIRCEU de captação de recursos, para se perpetuar no poder, tinha começado, após a eleição do Lulla, veio por água a baixo logo no primeiro depoimento. O filho do Brizola, depôs dizendo que no RS, quando era secretário de alguma coisa, recebeu sugestão, obrigando-o que desse um arrocho nos concessionários de jogos/loterias para arrecadar fundos para o PT. Como não concordou, deixou ou foi deixado pelo partido. Agora vem o arrocho das concessionários de lixo. Bom aí tá explicado que a verba para o crescimento do PT não veio das estrelinhas vendidas na esquina. É tudo lorota. Falta agora esclarecer a morte do prefeito de Santo André. Diz-se que o lema era "os meios justificam os fins".

31 de jul. de 2005

Desse Jeitinho é que Aparecem as Malas

Lemos, vemos e falamos sobre os acontencimentos recentes de Brasília. Mas esquecemos de ver o nosso dia a dia. Hoje, Domingo, estava eu tomando café numa padaria aqui na esquina da José Higino com a Antônio Basílio. Nem sempre você está decidido com relação ao que você vai comer ou beber, mas a casa é rigorosa com o cartaz afixado em mais de um lugar: só atendemos com a ficha do caixa. Então o que fazer. Primeiro ir ao caixa e depois vir para o balcão, sentar em uma das cadeiras e fazer o seu pedido. Estava eu quase terminando, quando chega aflito, um guarda municipal. Chama a atendente e pergunta se o refresco é de manga, pede um e mais quatro mini-salgados de camarão. Não vi ficha de caixa. Aí já comecei a entender. Ao sair o funcionário municipal, eu também estava acabando com o meu café, perguntei a moça se ele não precisava de ficha de caixa para fazer o pedido. Ela disse que ele não precisa. Ele deixa os clientes pararem em frente a padaria sem multar.
Vejam só que a corrupção está em todos os lados. Eu não quero discutir ética com o presidente, mas se depender de mim o guardinha ia morrer de fome, nem que tivesse que fechar a padaria e ir trabalhar de empregado em outro lugar. Nestas pequeninas coisas é que o mensalão grassa lá em Brasília e vários políticos dizem que nunca ouviram falar. Se perguntarmos ao chefe deste guarda, se ele sabe que seu funcionário faz esta troca com o dono da padaria ele, com certeza vai responder, que não sabe de nada a respeito disto.

10 de jul. de 2005

Salve o Lulla Lau

Fico eu acompanhando na Globonews ou na TV Senado, estes caras de pau, falando um monte de mentira. Há outros, inclusive moradores de palácios, que se fazem de espantado. Como? Mensalão no meu governo? Ora bolas, estamos cansados desta roubalheira. Enquanto isto a saúde, a educação e a segurança estão uma merda! A previdência estão nem se fala. Paga-se sobre um valor e após 35 anos recebe-se metade (52%) deste valor.

21 de abr. de 2005

Dar um "pulinho"

Pouco após ter decidido fazer este blog, estava eu no meu local de trabalho, quando meu chefe me ligou. Tinha acabado de voltar do almoço. Pediu para dar um pulinho na sua sala. Aquele "pulinho" me cheirou mal. Vou ter que ir lá na sala dele e dar um "pulinho"? Logo hoje que comi pra caramba no almoço. E não deu outra. Lá vinha merda por aí. Mandou eu sentar na cadeira de visitantes (não precisei pular), e abriu a porta de um armário. Retirou uma caixa e me mostrou uma placa de reconhecimento por 35 anos de trabalho. Disse-me que precisaríamos marcar um almoço ou jantar, com os colegas de trabalho, para comemorar e fazer a entrega da placa. Até aí tudo normal.

Disse-me também que o segundo assunto que queria falar comigo, tratava-se do processo de renovação de pessoal da cia. Pronto, caiu a ficha. Estava na rua. No mês seguinte a empresa estaria me desligando. Aí o f.d.p. me perguntou o que eu achava do funcionamento do meu departamento gerenciado por um outro funcionário da empresa (ele me disse quem era). Bom encurtando o assunto. Pedi para abreviar o meu prazo lá, para não ficar pastando por mais tempo. Com relação ao jantar de entrega da placa, dispensei. Levar um "pé na bunda" e ficar sorrindo ao receber a placa, não combina comigo.

Demissão efetuada. Tinha completado 35 anos 1 mês e sete dias de trabalho lá. Comecei em 1968 quando era 50%+50% (brasileiro e americano) e saí em 2004 (100% americano).

7 de nov. de 2004

A Primeira Tarefa

Minha primeira tarefa, foi fazer um "onde usa". Sem computador é claro. As ferramentas da época eram lápis, caneta e blocos pautados ou quadriculados. A empresa como fabricante de produtos químicos, tinha em suas formulações diversas matérias primas do ramo químico. Como a inflação estava começando a dar o ar da graça, meu chefe precisava saber quais eram, e em que percentuais, os produtos seriam afetados pelo aumento de uma determinada matéria prima. Então passei meus primeiros meses de trabalho com uns livrões de formulações e folhas e mais folhas na minha mesa. Aí o "onde usa" foi saindo. Ah se já existisse computador!

2 de nov. de 2004

O Pau comia na Rua

Nesta época em que comecei a trabalhar, a ditadura instalada deu o seu aperto final com o AI-5. No Colégio Estadual Amaro Cavalcanti, onde estudava no Largo do Machado, nosso Grêmio que havia sido criado poucos anos antes, logo após eu ter entrado para lá, foi fechado. Como tínhamos o procedimento de formar as turmas no pátio antes de subir para as salas, a diretora, Dna. Hilda, veio até o pátio e simplesmente falou que a partir daquela data o Grêmio estaria fechado, e que não tinha muitas explicações para dar.

No centro da cidade, aonde eu comecei a trabalhar, os discursos e movimentos contra a ditadura aconteciam constantemente. E também o pau comia solto. Quantas vezes saia para almoçar e o pau comia na rua, bombas de gás lacrimogêneo estourando e muita correria. Os edifícios fechavam as portas assim que a confusão se formava, e quem estava fora não entrava e quem estava dentro não saía. Várias vezes não fui almoçar e várias vezes fiquei sem voltar para o trabalho, ou só conseguia voltar quase no final do expediente. Várias vezes entrei no primeiro edifício que vi, para me proteger da PM e das bombas de gás.

Passou-se um tempo e assistimos lá de cima do escritório da empresa a famosa passeata dos 100 mil. De arrepiar. Dali para a frente as coisas se acalmaram, em termos de tumultos na rua. Pois com o AI-5 quem "mixava fora do pinico" ia parar nos porões do DOI-CODI. E dali para desaparecer era um pulo.

No site http://www.evandroteixeira.net/68destinos/68destinos.html tem a foto da passeata, com vários recursos. Vá lá e veja.

2 de out. de 2004

Só fui parar 35 anos depois


Comecei a trabalhar em 1968. Nesta época estudava num colégio estadual à noite, no Largo do Machado (chamava-se de científico, hoje não sei como se chama. Prometo me atualizar - eram 3 anos). Fui convidado para trabalhar numa empresa, localizada no centro do Rio, na Av.Rio Branco, 168. Era uma empresa brasileira que tinha acabado de vender 50% do seu capital para uma empresa americana (Economics Laboratory Inc.). Fui entrevistado pelo GG e o GA. Era para trabalhar com o GA, que assim que entrei, ele entrou de férias. Então eu comecei a trabalhar meio "que de férias" também. Ah e mais! Comecei a trabalhar na mesa dele. A empresa tinha problema de espaço, estava se expandindo, e logo a seguir mudou-se para o bairro de São Cristóvão, para um prédio de 3 andares, onde sobrava lugar. É lógico que a foto é mais antiga. Eu comecei a trabalhar com 16 anos.

14 de jun. de 2004

Começando

Bom pessoal, para você fazer alguma coisa, você tem que começar um dia. E esse dia, para o Blog "No Tempo que a Viúva era Rica", é hoje. Estarei colocando aqui fotos que tenho, deste longo caminho que percorri dentro da empresa, bem como tentarei relatar fatos vividos durante todos estes anos de labuta.