25 de abr. de 2006

10.000 Obras do Casal

O pessoal anda procurando as dez mil obras anunciadas pelo casal Menininho e Rocinha. Muitas ainda não foram localizadas e algumas foram consideradas obras, mas são simplesmente manutenções de rotina. Exemplo, pintura de faixas no chão do estacionamento de determinado Orgão do Governo. Isto não pode, por uma pessoa séria, ser considerado obra, é claro.

Mas, descobri duas. Nas estações da Flumitrens do Méier e de Madureira estão sendo colocadas escadas rolante para o acesso as estações, e para se atravessar para o outro lado da linha. Provavelmente outras devem estar sendo beneficiadas. E nessa aritimética eleitoral, cada estação é uma obra é claro.

Isto é voto certo, do povo que sobe e desce aquelas escadas, todos os dias, com a maior dificuldade. Vão se juntar aos que recebem o chequinho mensalão na Agremiação do casal.

21 de abr. de 2006

Fim da Dieta - De Volta a 51

Pelo jeito, o nosso presidente abandonou a dieta e voltou a bebericar a 51. Ontem em Porto Alegre disse, em um dos seus dircursos primorosos, que "não está longe da gente atingir a perfeição no tratamento de saúde neste País". Com certeza ele não vive e não governa no mesmo País que o nosso. Vocês concordam?

17 de abr. de 2006

Caseiro Exigirá R$ 17 milhões da Caixa

Somos um povo muito pacífico. Aceitamos tudo e ninguém vai para a rua. A CPMF que era provissória, virou definitiva e ninguém faz nada. Na França a Lei do Primeiro Emprego já estava promulgada e o governo voltou atrás. Voltou atrás porque a galera lá pega pesado.
Aqui, o caseiro vai entrar na Justiça e quem vai pagar a conta somos nós. Dinheiro da educação ou saúde vai ser desviado para pagar a indenização. O desfecho da ação demora mas não falha.
Quem deveria pagar esta "josta" era o Palloci e o Bastos (45% para cada um), com uma rebarba para o presidente da Caixa (10%). Se fosse assim, vagabundo de colarinho branco, iria pensar dez vezes antes de "mijar fora do pinico".

2 de abr. de 2006

Da Coluna de João Ubaldo no Globo de Hoje

"Me Visitem na Cadeia

Começo, não sem certo enfado, a dizer o que penso do Executivo, na figura do nosso presidente. Sua conduta me tem transmitido a impressão de que ele é enganador, cara-de-pau, evasivo, fanfarrão, oportunista, ardiloso, demagogo e cínico o suficiente para encarar com desplante todo mundo saber que ele é candidato, mas se aproveita de brechas na lei para fazer campanha às custas do erário e não raro enganosamente. Acho que só é de fato sincero quando se apresenta como o melhor presidente que ?este país? já teve, pois o movem as certezas absolutas que a ignorância costuma suscitar. O povo é engabelado por cestas e bolsas mil, enquanto as reformas que efetivamente o redimiriam não vêm e tudo indica que não virão."
Copy & Paste de parte da coluna de João Ubaldo Ribeiro, Globo Online 02/4/06

31 de mar. de 2006

Somos Ricos

Carácolas! Que bom que somos um País de ricos. E que podemos pagar 37,82% de impostos. Trabalhamos mais de 4 meses e meio por ano para pagar impostos. E temos direito a uma m&*$a de segurança, educação, saúde e previdência.
Isto, vamos votar na estrelinha vermelha de novo. Nós que somos banqueiros estamos enchendo o rabo de dinheiro. Não conseguimos esta taxa de juros em nenhum lugar do mundo. Aonde já se viu um operário quebrar o sigilo de outro operário, para desqualificá-lo, temendo que este acabasse com o primeiro ministro. E não é que acabou!

25 de mar. de 2006

PT Nosso de Cada Dia


Não se surpreendam se a pizzaiola Guaxinim estiver de volta na próxima legislatura. Isto é o Brasil.

24 de mar. de 2006

Mais 2 do Valerioduto foram Absolvidos


Que moral terá alguém de combater a sonegação se a Câmara de Deputados está absolvendo todos os envolvidos nos saques do Valerioduto? Esta semana tivemos até a "sambadinha" da Angela Gadagnin (PT/MG) no plenário para comemorar a absolvição.

22 de mar. de 2006

Editorial do Globo de 22/03/2006

Copy & paste
Desordem jurídica

A quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa é tão repulsiva quanto pedagógica. De gravidade indiscutível, por invadir, sem ordem judicial, a privacidade de um cidadão, a obtenção criminosa do extrato da conta do caseiro também revela de maneira cristalina o risco que corre a sociedade quando o Estado passa a atender a interesses de grupos políticos no governo.

Na noite de quinta-feira da semana passada, depois de confirmar na CPI dos Bingos a denúncia contra o ministro Antonio Palocci, e ter o depoimento suspenso pelo STF, Francenildo foi à Polícia Federal atrás de proteção. Foram-lhe pedidos documentos e o cartão da conta que mantinha na Caixa Econômica Federal. E às 20h58m21, conforme registrado no extrato da conta obtido pela revista “Época”, alguém, depois do expediente bancário portanto, imprimiu o que seria a prova de que o caseiro teria recebido propina para depor sobre o cotidiano da mansão do Lago Sul. Naquele momento, Francenildo continuava na PF, supostamente protegido.

Consta que o extrato circulou na mesma noite no Ministério da Fazenda, e a descoberta de depósitos de R$ 38.860 feitos na conta do caseiro teria sido comunicada ao presidente da República. É provável que tenha sido transmitida como boa notícia. Independentemente do fato de Francenildo ter uma explicação razoável para a origem do dinheiro, a notícia nada tinha de bom para o governo, para as instituições, para ninguém.

Às 20h58m21 de quinta-feira a ordem jurídica do país foi rompida pela invasão dos computadores de uma instituição financeira estatal, num ato comum apenas em ditaduras e regimes autoritários, em que os direitos civis inexistem diante do poder ilimitado de quem controla o Estado e sua burocracia.

O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, a quem a PF está subordinada, declarou o que dele se esperava ouvir: “É um crime grave.”

A demora em esclarecer o delito reconhecido pelo ministro acarreta desgaste político evitável e inútil, uma vez que os computadores guardam o registro de todas as operações processadas e dos responsáveis por elas. Quanto mais cedo se demonstrar que aparelhos político-partidários instalados na máquina estatal não estão acima da lei, melhor.